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"Bem Estar" Existencial. Como assim?
 
 
 Título - "Bem Estar" Existencial. Como assim? - NOVO
Autora - Marta Claus Magalhães
 
São João Del Rei - MG
 
martaclaus@yahoo.com.br
   
 
 Título - "Bem Estar" Existencial. Como assim? - NOVO

Quando aprendermos que um dos objetivos da terapia filosófica é ajudar o partilhante é sentir-se bem existencialmente logo de inicio associamos “bem estar” a equilíbrio, ações e discursos convergentes, e algumas vezes podemos até nos lembrar de um pré-juízo filosófico – mente sã em corpo são. Um pouco mais tarde aprendemos que ajudar o partilhante a sentir-se bem existencialmente, baseado nos conceitos acima, é possível se essa for a sua busca. Mais tarde ainda aprendemos que sentir-se “bem existencialmente” pode ter nada de “bem” se levarmos em conta os princípios de verdade a respeito do conceito de “bem estar”. Bom, juntando tudo isso se pode chegar à conclusão que “bem estar” pode ser, para muitas pessoas, viver confortavelmente com algo que incomoda muito.

Há pessoas que procuram um filósofo clínico por que algo as incomoda e muito. E incomoda tanto que nos procuram. Abrem o livro de suas vidas, das lembranças mais remotas até as mais atuais. Destrincham seus conceitos, organizam seus pensamentos e traduzem suas metáforas. Porém, não buscam exatamente o “bem estar” desfazendo o nó que as incomoda. Por vezes o incomodo é a base de sua estrutura de pensamento. A pessoa pode não saber viver sem aquilo que a incomoda. Se o incomodo for arrastado de onde está, só um pouquinho que seja, a estrutura sofre abalos e pode até desmoronar. Estas são estruturas onde as peças parecem não se encaixar ou se encaixam tão mal que podemos ter a impressão que ao menor soprar de vento virão abaixo. Ledo engano, às vezes nem furacões ou terremotos lhes fazem cócegas. Estruturas como estas podem aparecer com um emaranhado em que discurso e ação, busca e emoções entre outros se engendram de maneira quase indecifrável.

O que quero dizer é que “bem estar” também é algo subjetivo e singular. O fato de um partilhante narrar algo que o incomoda muito não implica no fato de que ele queira se livrar dele, ou que este nó deva ser desatado. As vezes ele só quer partilhar, desabafar, contar algo para alguém que vá ouvir sem ajuizar ou dar palpite. Isso para o partilhante já pode ser o suficiente.

Nós, filósofos clínicos, precisamos cuidar para que essa “pseudo busca” não seja afrontada. Para muitas pessoas sentir-se incomodada é estar viva e ativa. Quando nos depararmos com discursos de busca em choque com ações e emoções, devemos atentar para sua real função na estrutura de pensamento da pessoa. Afinal existem arrepios que não são de frio, choros que não são de tristeza, ataques de riso de nervoso e deliciosas picadinhas de agulha...


 
 
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